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Sociologia do Envelhecimento


Código: M2101    Sigla: M2101

Ocorrência: 2017/18 - 2S

Cursos

Sigla Nº de Estudantes Plano de Estudos Anos Curriculares Créditos Horas Contacto Horas Totais
MGS 14 Despacho nº 22637-A/2007, de 27 de Setembro 7,5 ECTS

Horas Efetivamente Lecionadas

Docência - Horas

Teóricas: 3,00

Tipo Docente Turmas Horas
Teóricas Totais 1 3,00

Língua de Ensino

Português

Objectivos, Competências e Resultados de aprendizagem

Fornecer conhecimentos que permitam aprofundar a interpretação do envelhecimento como fenómeno social e cultural complexo e diversificado. Contribuir para a construção de uma síntese teórica que potencie a construção de hipóteses teóricas a respeito das diversas expressões do envelhecimento enquanto problema social e de hipóteses operacionais susceptíveis de orientar a intervenção social neste campo.

Programa

1. Demografia do envelhecimento: duplo envelhecimento na estrutura etária; esperança média de vida e desigualdades sociais. 2. O envelhecimento como objecto sociológico: transformações das estruturas económicas, familiares e políticas na génese da classificação da velhice como categoria social; envelhecimento e competição entre gerações; diversidade de condições de existência, disposições e expectativas face à velhice em função da pertença social; o envelhecimento pode ser perspectivado como a sucessão de três fases correspondentes a diferentes condições de saúde: «a vida a inventar»/independência; «a vida a reordenar/ fragilidade; «negociação da dependência»; perspectiva interaccionista sobre o envelhecimento: o envelhecimento como carreira; interacções sociais e profecia que se auto-realiza; quadros de interacção geradores de interacções estigmatizantes, rupturas relacionais e relegação social. 3. Teorias do fim da vida: a morte como terreno que evidencia a fragilização dos laços sociais, as dificuldades de expressão e elaboração do sofrimento nas sociedades “civilizadas”; interacções entre família, profissionais e indivíduos em fim de vida Os conteúdos permitem adquirir conhecimentos pertinentes para questionar as concepções correntes sobre o envelhecimento e, sobretudo, analisar criticamente o senso comum das instituições e “especialistas” considerados como intérpretes legítimos das necessidades dos idosos. Permitem entender que a inactividade e a desimplicação social na velhice não decorrem de um determinismo natural mas são resultados da produção colectiva de concepções sobre a vida humana e a sua finitude, tal como são produto de constrangimentos sociais objectivos, como por exemplo a imposição da reforma numa dada idade, a mobilidade espacial dos membros das famílias em função da localização das actividades económicas e da oferta de emprego. Os conteúdos permitem compreender que a exclusão social dos mais velhos é um fenómeno inscrito na própria estrutura das sociedades modernas tecnologicamente avançadas, desenvolvidas em termos de criação de necessidades materiais mas empobrecidas no plano dos laços colectivos.

Bibliografia Principal

Elias, N.;A solidão dos moribundos, Rio de Janeiro: Zahar, 2001
Fernandes A.A., Velhice e sociedade, Oeiras, Edições Celta, 1997.
Epinay, C. Lalive d’, «La retraite et après ? Vieillesse entre science et conscience. Leçon d’adieu», Université de Genève, Coll. Questions d’âge, nº 2.
E. Goffman, Asiles. 1968, Paris, Ed. de Minuit.
Epinay, C. Lalive, Vieillir ou la vie à inventer, Paris, L’Harmattan, 1991.
Pais, J. M. (2006) Nos rastos da solidão. Deambulações sociológicas, Porto: Ambar
Epinay, C. Lalive d’, «Les représentations de la vieillesse dans les récits autobiographiques de personnes âgées». Bibliothèque on line da Universidade de Laval, 2004. (http://www.bibl.ulaval.ca/doelec/pul/dumont/fdchap20.html)
Gubrium, J. F. (1997) Living and Dying at Murray Manor, Charlottesville: University Press of Virginia
Guillemard, A.M. (1996) Vieillissement et exclusion, in: S. Paugam, L’exclusion des saviors, Paris: La Découverte
Guillemard, A.M. (2002) De la retraite mort sociale à la retraite solidaire, Gérontologie et société,nº 102
Lopes, A. (2011) Ageing and social class: towards a dynamic approach to class inequalities in old age in: Age Discrimination and Diversity. Multiple Discrimination from an Age Perspective, Cambridge: University Press
Lenoir, R. «Objet sociologique et Problème social», In: P. Champagne, L. Pinto, R. Lenoir, Initiation à la pratique sociologique, 1990 Paris, Dunod.

Bibliografia Complementar

Mallon, I. ;«A protecção de si no Lar de Idosos» in: F. de Singly (org.), Livres juntos. O individualismo na vida comum, Lisboa, Ed. Dom Quixote, 2000

Métodos de Ensino

O processo de ensino/aprendizagem comporta a exposição teórica pelo docente e exposição de leituras de textos pelos alunos, debate dos temas apresentados, numa perspectiva de desconstrução dos conceitos e teorias abordadas. Toma a leitura, fora da aula, como componente fundamental da aprendizagem, uma vez que esta assegura uma participação mais consistente dos alunos, das suas dúvidas e dificuldades, assim como permite fazer da aula um momento de estudo produtivo.


Componentes de Avaliação e Ocupação registadas

Descrição Tipo Tempo (horas) Data de Conclusão
Participação presencial (estimativa)  Aulas  0
  Total: 0

Avaliação Contínua

A avaliação admite três modalidades alternativas: - teste final; - respostas desenvolvidas a 4 perguntas relativas ao conjunto dos assuntos tratados na disciplina, elaboradas com base no material bibliográfico fornecido - apresentação oral e, posteriormente, escrita de um texto sobre um tema do programa (50%) e resposta a 2 perguntas relativas a outros temas tratados no decorrer da disciplina, com base no material bibliográfico fornecido (50%);

Avaliação Final

Exame Final: a nota final vale 100% Avaliação distribuída: - 1ª modalidade: cada um das 4 perguntas vale 25% da nota final. - 2ª modalidade: a apresentação escrita do texto vale 50% da nota final, cada uma das duas perguntas vale 25% da nota final