| Código: | G2410309 | Sigla: | SPG1 | |
| Áreas Científicas: | Gerontologia Aplicada | |||
| Sigla | Nº de Estudantes | Plano de Estudos | Anos Curriculares | Créditos | Horas Contacto | Horas Totais |
|---|---|---|---|---|---|---|
| LG | 4 | Aviso nº 18228/2024/2, de 21 de Agosto | 1º | 8 ECTS | 129 | 200 |
| Seminário: | 0,00 |
| Estágio: | 0,00 |
| Inquéritos: | 0,00 |
Docência - Horas
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Pretende-se que o aluno reconheça o envelhecimento como um processo bio-psico-social que resulta do modo como se viveu ao longo da vida e das oportunidades presentes, se integre numa instituição e equipa. Espera-se que no final da UC o aluno seja capaz de: (i) compreender a diversidade da população idosa em termos de idade, trajetórias de vida, estatuto de saúde, funcionalidade, cultura, língua, religião, orientação sexual; (ii) reconhecer a existência de fatores de ordem biológica, psicológica e social que influenciam os diferentes modos e processos de envelhecimento (iii) reconhecer a avaliação gerontológica multidimensional como uma ferramenta crucial de diagnóstico na prática gerontológica; (iv) integrar equipas multidisciplinares, valorizando a articulação com os diversos agentes institucionais; (iv) aplicar estratégias de comunicação adequadas à especificidade das interações com idosos.
1 - Modos de conhecer e fazer em gerontologia social. 1.1 O envelhecimento enquanto fenómeno biológico, psicológico e social: articulação das abordagens teóricas introdutórias adquiridas nas diversas disciplinas para analisar os principais problemas e desafios das pessoas idosas 1.2 A condução dos processos de integração e participação nos contextos de estágio 1.3 A comunicação e a relação interpessoal com os idosos e com as equipas multidisciplinares 1.4 A avaliação gerontológica multidimensional ¿ construção de instrumentos de recolha de dados acerca da população em estudo (entrevista biográfica, instrumentos de avaliação funcional, cognitiva, emocional, de rede social, entre outros 1.5 Reflexão acerca dos papéis profissionais do gerontólogo social no contexto de estágio, particularmente na interação com pessoas idosas com trajetórias e problemas heterogéneos.
A integração dos alunos numa estrutura de apoio aos idosos obriga a considerar os desafios e implicações que o envelhecimento humano acarreta para a sociedade, assim como a mobilizar conhecimentos que a gerontologia proporciona para a desconstrução de um conjunto de estereótipos que recaem sobre as pessoas mais velhas. Por outro lado, refletir sobre esses desafios obriga a perceber que os idosos não são um grupo homogéneo, mas pessoas com trajetórias e problemas heterogéneos. Neste sentido, parte-se da construção de diagnósticos psicossociais, assentes numa avaliação gerontológica multidimensional que espelhe as particularidades das trajetórias sócio biográficas dos idosos e recursos que possuem para enfrentar esta etapa. Destaca-se ainda a reflexão em torno dos papéis profissionais do gerontólogo numa organização social, evidenciando os processos de comunicação como estratégia e ferramenta a acionar nas interações com os idosos e na integração em equipas multidisciplinares.
| Binstock, R. e George, L.;Handbook and Aging and the Social Sciences, , San Diego: Academic Press, 2006 |
| Birren, J. (Ed.);Encyclopedia of Gerontology. Age, Aging and the Aged. Vols. I e II., San Diego: Academic Press, 1996 |
| Fernandez-Ballesteros, R;Gerontologia Social, Ediciones Pirâmide, 2004 |
| Fontaine, R;Psicologia do Envelhecimento, , Climepsi Editores, 2000 |
| Jacob Filho, W. & Gorzoni, M. L.;Geriatria e gerontologia: o que todos devem saber, , São Paulo: Roca, 2008 |
| Lima et al. ;Idadismo na Europa. Uma abordagem psicossociológica com o foco no caso Português. , Relatório I, EURAGE, 2010 (http://www.ienvelhecimento.ul.pt/images/Relatorios/relatorioidadismo_i_iscte.pdf) |
| Marques, S.;Discriminação da terceira idade,, Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2011 |
| Nelson, T. ; Ageism: stereotyping and prejudice against older persons., Cambridge: MIT Press , 2002 |
| Paúl, C., & Ribeiro, Ó. ;Manual de Gerontologia. , Lisboa: Lidel., 2012 |
| Pereira, F.;Teoria e Prática da Gerontologia. Um guia para cuidadores de idosos. , Viseu: PsicoSoma, 2012 |
| Sequeira, C.;Cuidar de Idosos com Dependência Física e Mental, Lisboa: Lidel, 2010 |
| Zimerman, G.;;Velhice: Aspectos Biopsicossociais , Porto Alegre: Artmed Editora, 2005 |
Pretende-se que os alunos tenham oportunidade de observar e debater problemas inerentes à prática, traduzindo saberes teóricos em programas de ação, em permanente aperfeiçoamento. Assim, as aulas serão do tipo teórico-prático, assentes em estratégias pedagógicas que favoreçam a aprendizagem ativa e a problematização das experiências observadas nos estágios; exposição de conteúdos com recurso a elementos convencionais e multimédia; debates ou trabalhos de grupo sobre ações a planear e a desenvolver; role-playing em torno do treino de competências direcionadas para o enfrentamento de situações reais; discussão orientada de textos científicos e seminários direcionados para o conhecimento de projetos diversificados nesta área.
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| Descrição | Tipo | Tempo (horas) | Data de Conclusão |
|---|---|---|---|
| Participação presencial (estimativa) | Aulas | 150 | |
| Qualidade do trabalho de campo | Estágio | 2026-05-29 | |
| Trabalho escrito | Relatório/Dissertação | 2026-05-29 | |
| Assiduidade e participação | Participação Presencial | 2026-05-29 | |
| Total: | 150 |
De acordo com o RAC - ISSSP.
De acordo com o RAC - ISSSP.
De acordo com o RAC - ISSSP.
Considerando os objetivos da disciplina traçados para os alunos, as metodologias de ensino procuram privilegiar condições pedagógicas favorecedoras da articulação entre conhecimento teórico e sua operacionalização. Neste sentido, a exposição de conteúdos teóricos introdutórios ainda que obrigue a uma fundamentação de conceitos novos para os alunos, o que impõe uma abordagem formativa, não assume cariz meramente expositivo. Não se pretende uma memorização acrítica de conteúdos, mas a sua problematização, promovendo nos estudantes uma atitude participativa, interativa e crítica. Neste sentido, desenvolver-se-ão exercícios práticos, centrados em conteúdos abordados e na discussão ativa de textos científicos que contribuam para analisar as situações experienciadas nos contextos de estágio, organizando e controlando crítica e teoricamente as experiências de observação no terreno. Por esta via, estimula-se a capacidade de articular os contributos que a gerontologia proporciona para compreender o impacto que as trajetórias de vida suscitam no modo como se envelhece, assim como para a desconstrução de estereótipos que recaem sobre os mais velhos. A natureza teórico-prática de unidade curricular permitirá, ainda a introdução à realização de uma avaliação gerontológica multidimensional que pressupõe a consideração de dimensões relativas à trajetória biográfica do sujeito e o domínio de instrumentos de avaliação multidimensional dos idosos. Os exercícios de debate em grupo e role-playing permitem treinar competências que favoreçam a aplicação de estratégias de comunicação eficazes e adequadas à interação com idosos e à integração em equipas multidisciplinares, facilitando a articulação com os diversos agentes institucionais.