| Código: | G2410333 | Sigla: | PIE | |
| Áreas Científicas: | Gerontologia Aplicada | |||
| Sigla | Nº de Estudantes | Plano de Estudos | Anos Curriculares | Créditos | Horas Contacto | Horas Totais |
|---|---|---|---|---|---|---|
| LG | 8 | Aviso nº 18228/2024/2, de 21 de Agosto | 3º | 17 ECTS | 264 | 425 |
| Seminário: | 27,00 |
| Estágio: | 0,00 |
| Inquéritos: | 0,00 |
Docência - Horas
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Em função do diagnóstico institucional elaborado, pretende-se que o aluno seja capaz de propor e introduzir mudanças organizacionais, com implicações diretas ou indiretas na gestão da organização ou na prestação de cuidados que suscitam uma melhoria da qualidade de vida das pessoas mais velhas. Espera-se que no final da UC o aluno seja capaz de: (i) utilizar saberes teóricos para o estudo das organizações e para a conceção de projetos de mudança organizacional; (ii) envolver as pessoas idosas, família e cuidadores como membros da equipa de cuidados/apoio na tomada de decisões e planeamento de serviços; (iii) conceber e implementar atividades, projetos ou serviços que introduzam mudanças positivas no funcionamento institucional e recoloquem a pessoa idosa no centro da organização; (iv) avaliar e aperfeiçoar continuadamente os dispositivos de ação implementados e o impacto das intervenções na melhoria dos funcionamentos institucionais e dos processos de envelhecimento dos indivíduos.
1. Modos de conhecer e fazer em gerontologia social 1.1 A construção de hipóteses teóricas acerca dos principais problemas relacionados com o funcionamento das instituições (ex: dificuldade em prestar cuidados personalizados e de qualidade; desinvestimento afetivo nos idosos e na construção de redes de relacionamento significativas; insuficiência de formação e de recursos humanos; dificuldades arquitetónicas e no plano das acessibilidades; desinvestimento na autonomia e na capacidade de decisão dos idosos) 1.2 A definição de hipóteses operacionais conducentes à minimização dos problemas (ex: programas que favoreçam, entre outros domínios, a troca intergeracional, a elevação cultural e a aprendizagem ao longo da vida, a estimulação física, a saúde, a formação para os cuidadores, os cuidados pessoais dignificantes, a implicação dos idosos na gestão do quotidianos institucionais; o trabalho em equipa multidisciplinar) 1.3 Fundamentação das propostas, metodologias, recursos e avaliação
A problematização das causas dos problemas de funcionamento das instituições tornará possível a definição de hipóteses de trabalho conducentes à sua minimização. O recurso a saberes teóricos diversos, particularmente centrados no fenómeno organizacional, assume-se como crucial quer para o estudo das organizações quer para a conceção de projetos de mudança organizacional. A metodologia de projeto facilitará a compreensão das várias fases inerentes à concretização das propostas: desde o diagnóstico dos problemas e problematização das suas causas, até à definição de hipóteses de transformação, materializadas em dispositivos de ação, projetos e atividades. Serão especificados objetivos e resultados esperados. A avaliação será formalizada através de indicadores concretos, cuja análise permite perceber o que foi concretizado e o que se afastou do previsto. Destaca-se a competência do gerontólogo para envolver idosos, família e cuidadores na tomada de decisões de programas e atividades.
| Brooker, D., & Latham, I.;Person-Centred Dementia Care: Making Services Better (The VIPS Framework) (2nd ed.), Jessica Kingsley Publishers, 2016 |
| Crispim, R.;Institucionalização na velhice: uma revisão sistemática da literatura sobre preditores em contexto de Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI), methaodos. revista de ciencias sociales, 9 (2): 258-271. http://dx.doi.org/10.17502/, 2021 |
| Cunha, M. P., Rego, A., Cunha, R. C., & Cardoso, C. C.;Manual de Comportamento Organizacional e Gestão (9ª ed.), Editora RH, 2020 |
| Fonseca, A. M.;Ageing in Place. Envelhecimento em Casa e na Comunidade. Modelos e estratégias centrados na autonomia, participação social e promoção do bem estar das pessoas idosas. , Fundação Calouste Gulbenkian. Universidade Católica Portuguesa. Faculdade de Educação e Psicologia Porto, 2021 |
| Matos, A. D.; Sá, A.; Fernandes, D.; Noronha, E.; Amorim, I.; Mor, M.P.; Silva, M. & Alves, S. ;Manual de Atividades de Promoção de Estilos de Vida Saudáveis no Envelhecimento, , EAPN ¿ Rede Europeia Anti Pobreza/Portugal., 2013 |
| Gonçalves-Pereira M, Marques MJ ;Programas de intervenção psicossocial validados na demência. Formação disponível em Portugal com interesse potencial para equipas. , Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental (Coordenador: Miguel Xavier), Administração Central do Sistema de Saúde, I.P., Ministério da Saúde. Portugal, 2022 |
| Guedes, J;Viver num lar de Idosos: Identidade em Risco ou Identidade Riscada, Lisboa: Coisas de Ler , 2012 |
| Fernández-Ballesteros, R;Envejecimiento activo ¿ contribuciones de la psicologia. , Madrid: Ediciones Pirámide , 2009 |
| Ribeiro, O. & Paúl, C.;Manual de Envelhecimento Ativo., Lisboa: Lidel., 2011 |
| Martins, E. C. ;Gerontologia. Gerontagogia. Animação Cultural em Idosos. , Lisboa: Editorial Cáritas, 2013 |
| Fonseca, A. M. (coord.);Envelhecimento, Saúde e Doença ¿ Novos Desafios para a Prestação de Cuidados a Idosos., Lisboa: Coisas de Ler , 2014 |
| Kitwood, T.;Dementia Reconsidered: The Person Comes First, Open University Press, 1997 |
Pretende-se que os alunos tenham oportunidade de observar e debater problemas inerentes à prática, traduzindo saberes teóricos em programas de ação, em permanente aperfeiçoamento. Assim, as aulas serão do tipo teórico-prático, assentes em estratégias pedagógicas que favoreçam a aprendizagem ativa e a problematização das experiências observadas nos estágios; exposição de conteúdos com recurso a elementos convencionais e multimédia; debates ou trabalhos de grupo sobre ações a planear e a desenvolver; role-playing em torno do treino de competências direcionadas para o enfrentamento de situações reais; discussão orientada de textos científicos e seminários direcionados para o conhecimento de projetos diversificados nesta área. A avaliação é contínua, integrando: trabalhos realizados ao longo do semestre; assiduidade e participação ativa nas aulas e no estágio; relatório final. A avaliação integrará também o parecer do orientador local, relativamente ao desempenho do aluno no estágio.
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| Descrição | Tipo | Tempo (horas) | Data de Conclusão |
|---|---|---|---|
| Participação presencial (estimativa) | Aulas | 307,5 | |
| Relatório de estágio - 40% | Relatório/Dissertação | ||
| Assiduidade e participação ativa nas aulas - 10% | Participação Presencial | ||
| Qualidade do trabalho de estágio (incluindo E-Portefólio) - 50% | Estágio | ||
| Total: | 307,5 |
A avaliação da UC de Projeto de Intervenção e Estágio é obrigatoriamente de carácter contínuo e será o resultado das seguintes ponderações:
50% - Qualidade do trabalho de campo + E-Portefólio
(integrará também o parecer do orientador de estágio ¿ ficha de avaliação qualitativa)
40% - Relatório de Estágio (vários trabalhos que conduzem à realização deste output final)
(estrutura pré-definida a ser disponibilizada; serão disponibilizados alguns seminários para apoio à redação das várias etapas do relatório de estágio ¿ projeto de intervenção)
10% - Assiduidade e participação ativa nas aulas
(registo de presenças nos seminários)
A participação dos alunos nos contextos de estágio é contratualizada na base do pressuposto que estes devem ser agentes ativos de investigação e ação. Neste sentido, desenvolve-se um trabalho de articulação permanente com o terreno, mobilizando todo o quadro teórico em estudo nas várias áreas disciplinares que fundamentam a gerontologia social. A pedagogia assenta no conhecimento in loco das instituições e seus utilizadores a fim de reequacionar modos de funcionamento institucionais que favoreçam a participação ativa dos vários interlocutores, e muito em especial das pessoas idosas, na tomada de decisões e planificação de serviços. Rentabilizando os saberes teóricos trabalhados nas várias unidades curriculares do curso, aos alunos são estimulados a interpretar as causas dos problemas que afetam o funcionamento da organização e a fundamentar a pertinência de um conjunto de ações a implementar. Pretende-se, assim, investir os saberes teóricos na ação e favorecer uma ampla participação e discussão acerca das intervenções e dos projetos a concretizar, sejam mais relacionados com as regras, os serviços institucionais prestados, a oferta de atividades disponibilizada ou as relações entre atores. A metodologia de ensino aprendizagem ativa e centrada em dinâmicas interativas que privilegiam a reflexão permanente dos problemas/desafios contribui para que os projetos implementados possam ser permanentemente acompanhados e sujeitos a um processo de avaliação dinâmica, permitindo a reformulação de dimensões não conseguidas de acordo com o esperado. O trabalho de discussão de experiências profissionais terá como propósito o desenvolvimento do espírito crítico acerca das estratégias de intervenção que introduzam mudanças positivas no funcionamento institucional e recoloquem a pessoa idosa no centro da vida organizacional.